Quem grava em Log conhece o problema: ao abrir os arquivos fora do programa de edição, a imagem aparece lavada, com pouco contraste e cores fracas. O Divecut foi criado para tornar essa primeira revisão mais simples, mostrando o material já convertido para Rec.709 sem alterar o arquivo original.
O aplicativo funciona offline no Mac e no iPad. Ele lê os metadados de cada clipe, identifica o perfil usado pela câmera e faz a transformação de cor pela GPU. Quando o arquivo não traz essa informação, o usuário pode escolher o perfil manualmente, e o programa memoriza a seleção nas próximas importações.
A compatibilidade inclui 17 formatos Log de dez fabricantes, entre eles Sony S-Log2 e S-Log3, Canon Log, Panasonic V-Log, Fujifilm F-Log, Nikon N-Log, ARRI LogC, RED Log3G10, Blackmagic Film Gen 5, DJI D-Log e Apple Log. No caso do DJI D-Log M, o programa permite carregar uma LUT em vez de aplicar uma conversão estimada.
Além da visualização, o Divecut oferece busca local, marcação de pontos de entrada e saída e seleção de takes pelo teclado. Um plugin de integração pode colocar os clipes escolhidos em uma timeline do DaVinci Resolve com os cortes e a conversão organizados em um grupo de cor, sem gravar o look definitivamente na imagem.
Essa integração exige o DaVinci Resolve Studio, mas os recursos principais do Divecut funcionam na versão gratuita para bibliotecas de até 100 clipes. O plano Pro custa US$ 6,99 por mês ou US$ 49,99 por ano e oferece sete dias de teste.
Para videomakers que voltam de uma gravação com muitos cartões, a proposta pode acelerar a triagem antes da edição. Ainda assim, a visualização convertida serve para selecionar e conferir material; as decisões finais de correção e tratamento de cor continuam pertencendo ao fluxo de pós-produção.
