A Ruiying Z10 funciona como uma câmera externa completa que usa o celular para processamento e armazenamento. Dentro do módulo estão um sensor CMOS empilhado de 1 polegada e 50 megapixels, zoom motorizado de 10x, sistema de foco, giroscópio e sensores auxiliares de cor e cintilação.
A lente cobre o equivalente a 24-240mm, com abertura variável de f/2.0 a f/4.5, anel de controle e rosca de 77mm para filtros. O conjunto grava em 4K a 30 ou 60 quadros por segundo e oferece foco contínuo, simples e manual. Em câmera lenta, chega a 1080p em 120, 240 ou 960 fps.
A conexão HyperClick prende o acessório à traseira do Mate90 Pro Max Collector's Edition ou do Mate90 RS, mas as versões do módulo não são intercambiáveis entre os dois aparelhos. A câmera pesa cerca de 346 gramas e, junto ao telefone compatível, forma um kit próximo de 581 gramas antes da adição de empunhadura ou colar de tripé.
Para produção de vídeo, ainda há perguntas importantes. A Huawei não detalhou codec, taxa de dados, profundidade de cor nem confirmou se os modos Log e HDR Vivid do celular estarão disponíveis no módulo. Também não publicou medições de rolling shutter e lista somente 30 e 60 fps em 4K, sem 24 ou 25 fps.
A colaboração com a DJI mantém o hardware conhecido da Osmo Pocket 4, incluindo sensor de 1 polegada, gravação 10-bit D-Log, câmera lenta 4K a 240 fps e 107GB internos. A novidade é o HiShare: fotos são enviadas durante a captura e vídeos começam a ser transferidos automaticamente quando a câmera é desligada.
A integração exige aparelhos Huawei com versões específicas do HarmonyOS, do aplicativo DJI Mimo e do firmware da câmera. A Pocket 4 também pode servir como segundo ângulo em transmissões feitas pelo celular e enviar material automaticamente para outros dispositivos Huawei ou para a nuvem. Na China, a Z10 custa 5.999 yuans e a edição Huawei da Pocket 4 parte de 2.999 yuans.
